terça-feira, 31 de agosto de 2021

 



ANTÔNIO OTHON FILHO , governou o município de Currais Novos no período de 28 de abril de 1945 até 20 de novembro de 1945. Nasceu na Fazenda Ilhota, município de Santa Cruz, 27 de novembro de 1906 e faleceu e Currais Novos, 13 de maio de 1974) foi um escritor, comerciante, político e advogado do Rio Grande do Norte, com atuação principal na cidade de Currais Novos. Tinha o apelido de Dr. Nithon.Era filho de Antônio Othon de Araújo e de Maria Regina de Araújo (Dona Sinhá).
Quando tinha sete anos a família mudou-se para Currais Novos, onde seu pai estabeleceu-se como comerciante, apesar de administrar suas fazendas.


Antônio Othon Filho iniciou seus estudos com o professor Salustiano Medeiros, transferindo-se posteriormente para o Grupo Escolar Capitão-Mor Galvão, onde terminou o curso primário.
Fez o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em Natal, capital do Estado.


DA UNIVERSIDADE AO CASAMENTO


Aprovado no vestibular, foi para Pernambuco estudar na Faculdade de Direito de Olinda e Recife. Ainda estudante foi Adjunto do Promotor da Comarca de Currais Novos, quando seu tio, Tomaz Salustino Gomes de Melo, era juiz. Formou-se, em 1932, Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais na turma do Centenário da Criação dos Cursos Jurídicos no Brasil, sendo um dos laureados.


Regressando a Currais Novos, Dr. Nithon, como já era conhecido, continuou ajudando o pai na administração de seus negócios, advogando pouco, na maioria das vezes, em favor dos mais pobres.
De temperamento forte, participou ativamente da vida política e social do município e do Estado, colaborando com as publicações da imprensa local.
Viajou para Belo Horizonte em 1935, onde se casou no dia 5 de junho, com Estelina de Albuquerque Othon.


Vindo para Currais Novos, o casal teve 11 filhos (8 homens e 3 mulheres).
Atuação política


Em 28 de abril de 1945 foi nomeado Prefeito da cidade, deixando o cargo em 20 de novembro do mesmo ano. Preocupou-se bastante com a limpeza municipal, retirando os currais de tratos de animais do perímetro urbano e incentivando a construção de fossas e privadas na zona urbana e também na zona rural. Segundo Celestino Alves, em seus Retoques da História de Currais Novos, “ele enxergava o futuro pelo menos trinta anos antes dos outros”.


Deixando a Prefeitura, foi trabalhar com seu tio Tomaz Salustino na mineração de xelita, atividade que exerceu até o fim de sua vida. Com isso tornou-se mais conhecido ainda.


Por duas gestões, na década de 1960, foi Vereador na Câmara Municipal de Currais Novos, que o homenageou dando-lhe o nome à Sala de Sessões, a uma rua e também à Biblioteca Pública Municipal.
O historiador


Na década de 1970, quando os filhos mais novos entraram na Universidade, sua família mudou-se para Natal. Ele ficou, entretanto, em Currais Novos, visitando as famílias nos fins de semana. Dedicou-se, então, à pesquisa histórica e à Genealogia de sua terra adotiva, surgindo, em 1970, o livro Meio Século da Roça à Cidade, em que registra fatos de sua vida e diversos eventos da história da cidade. Esteve muito voltado para a história cultural de seu povo.


MORTE TRÁGICA


Faleceu no trágico acidente de 13 de maio de 1974, quando um ônibus desgovernado atropelou, na entrada da cidade, centenas de pessoas que estavam numa Procissão em Honra do dia das aparições de Nossa Senhora de Fátima. Com ele morreram 24 pessoas e dezenas ficaram feridas.
FONTE - INTERNET