ANTÔNIO OTHON FILHO , governou o município de Currais Novos
no período de 28 de abril de 1945 até 20 de novembro de 1945. Nasceu na Fazenda
Ilhota, município de Santa Cruz, 27 de novembro de 1906 e faleceu e Currais
Novos, 13 de maio de 1974) foi um escritor, comerciante, político e advogado do
Rio Grande do Norte, com atuação principal na cidade de Currais Novos. Tinha o
apelido de Dr. Nithon.Era filho de Antônio Othon de Araújo e de Maria Regina de
Araújo (Dona Sinhá).
Quando tinha sete anos a família mudou-se para Currais Novos, onde seu pai
estabeleceu-se como comerciante, apesar de administrar suas fazendas.
Antônio Othon Filho iniciou seus estudos com o professor Salustiano Medeiros,
transferindo-se posteriormente para o Grupo Escolar Capitão-Mor Galvão, onde
terminou o curso primário.
Fez o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em Natal, capital do Estado.
DA UNIVERSIDADE AO
CASAMENTO
Aprovado no vestibular, foi para Pernambuco estudar na Faculdade de Direito de
Olinda e Recife. Ainda estudante foi Adjunto do Promotor da Comarca de Currais
Novos, quando seu tio, Tomaz Salustino Gomes de Melo, era juiz. Formou-se, em
1932, Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais na turma do Centenário da
Criação dos Cursos Jurídicos no Brasil, sendo um dos laureados.
Regressando a Currais Novos, Dr. Nithon, como já era conhecido, continuou
ajudando o pai na administração de seus negócios, advogando pouco, na maioria
das vezes, em favor dos mais pobres.
De temperamento forte, participou ativamente da vida política e social do
município e do Estado, colaborando com as publicações da imprensa local.
Viajou para Belo Horizonte em 1935, onde se casou no dia 5 de junho, com
Estelina de Albuquerque Othon.
Vindo para Currais Novos, o casal teve 11 filhos (8 homens e 3 mulheres).
Atuação política
Em 28 de abril de 1945 foi nomeado Prefeito da cidade, deixando o cargo em 20
de novembro do mesmo ano. Preocupou-se bastante com a limpeza municipal,
retirando os currais de tratos de animais do perímetro urbano e incentivando a
construção de fossas e privadas na zona urbana e também na zona rural. Segundo
Celestino Alves, em seus Retoques da História de Currais Novos, “ele enxergava
o futuro pelo menos trinta anos antes dos outros”.
Deixando a Prefeitura, foi trabalhar com seu tio Tomaz Salustino na mineração
de xelita, atividade que exerceu até o fim de sua vida. Com isso tornou-se mais
conhecido ainda.
Por duas gestões, na década de 1960, foi Vereador na Câmara Municipal de
Currais Novos, que o homenageou dando-lhe o nome à Sala de Sessões, a uma rua e
também à Biblioteca Pública Municipal.
O historiador
Na década de 1970, quando os filhos mais novos entraram na Universidade, sua
família mudou-se para Natal. Ele ficou, entretanto, em Currais Novos, visitando
as famílias nos fins de semana. Dedicou-se, então, à pesquisa histórica e à
Genealogia de sua terra adotiva, surgindo, em 1970, o livro Meio Século da Roça
à Cidade, em que registra fatos de sua vida e diversos eventos da história da
cidade. Esteve muito voltado para a história cultural de seu povo.
MORTE TRÁGICA
Faleceu no trágico acidente de 13 de maio de 1974, quando um ônibus
desgovernado atropelou, na entrada da cidade, centenas de pessoas que estavam
numa Procissão em Honra do dia das aparições de Nossa Senhora de Fátima. Com
ele morreram 24 pessoas e dezenas ficaram feridas.
FONTE - INTERNET